Doença do refluxo gastroesofágico atinge mais de 24 milhões de brasileiros - Multigastro

Doença do refluxo gastroesofágico atinge mais de 24 milhões de brasileiros

O endoscopista André Novaes

O endoscopista André Novaes

Você sabia que aquela sensação de queimação no estômago, que popularmente chamamos de azia, pode ser sintoma da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE)? Apesar de ser mais comum em idosos e gestantes, o refluxo pode atingir pessoas de todas as idades, incluindo bebês. Segundo um estudo nacional, a DRGE acomete 24,5 milhões de brasileiros, ou seja, o equivalente a 12% da população.

De acordo com o endoscopista da MultiGastro, André Novaes, o refluxo ocorre quando o esfíncter inferior do esôfago (EIE), não funciona corretamente. “O EIE é um anel de músculo que age como uma válvula entre o esôfago e o estômago. Ele permanece fechado na maior parte do tempo, abrindo para a entrada de alimentos no estômago e fechando, posteriormente, para impedir que o suco gástrico penetre no esôfago. Mas ele pode apresentar uma certa incapacidade e não se fechar completamente, o que permite que esse líquido ácido escape do estômago, atinja o esôfago e alcance, inclusive, outros órgãos dos aparelhos digestivo e respiratório”, explica.

Além da azia, outros principais sintomas do refluxo gastroesofágico são dor no tórax, rouquidão pela manhã ou dificuldades para engolir. Em alguns casos, a DRGE também pode provocar a sensação de comida engasgada, tosse seca e mau hálito.
Para obter o diagnosticar preciso da doença, o paciente precisa procurar um gastroenterologista, médico que trata doenças do aparelho digestivo, para que ele faça uma investigação. A razão para isso é que a DRGE pode ser diagnostica sem obrigatoriamente realizar uma endoscopia. Para os que já convivem com o problema, o endoscopista André Novaes explica que é necessário mudar alguns hábitos e deixar de consumir certos alimentos. “Não fume, não tome bebida alcoólica (em excesso), faça refeições pequenas e evite deitar-se logo após uma refeição. O ideal seria manter um intervalo de duas horas. É importante evitar frutas cítricas, chocolate, bebidas com cafeína, frituras e alimentos gordurosos, apimentados ou bebidas gasosas. Em alguns casos também é necessário elevar a cabeceira da cama entre de 15 e 20 centímetros”, afirma o endoscopista.

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