DOENÇA DE CROHN e RETOCOLITE ULCERATIVA - Multigastro

DOENÇA DE CROHN e RETOCOLITE ULCERATIVA

dor sistema digestório

Não há causas ainda definidas, mas se sabe que essas doenças apresentam influências de fatores genéticos e ambientais

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de cinco milhões de pessoas possuem a doença de Crohn ou a Retocolite Ulcerativa, que são síndromes que afetam o sistema digestório, causando inflamações no tecido intestinal e, consequentemente, lesões e sangramentos na região. A doença de Crohn é caracterizada pela inflamação em todas as camadas intestinais, com lesões difusas ao longo do trato digestivo.

Já a retocolite ulcerativa afeta somente o cólon e reto, preservando as outras regiões do sistema digestório.  Nesse caso a lesão costuma ser contínua e acomete apenas a camada mais superficial da mucosa do intestino, levando à inflamação e formação de úlceras.

Apesar de serem distintas, os sintomas são muito parecidos e incluem diarreia, perda de sangue nas fezes, dor abdominal, febre, emagrecimento e anemia. De acordo com especialistas, a doença inflamatória intestinal aumenta as chances de o paciente apresentar um câncer colorretal no futuro. O risco é maior ainda para os pacientes com diagnóstico tardio e com grandes danos intestinais.

O diagnóstico de Crohn e retocolite é realizado por meio da colonoscopia com biópsia, onde o médico consegue visualizar toda a extensão do intestino, facilitando detecção de ulcerações, pseudopólipos, granulomas associados a sinais de inflamação da mucosa intestinal. Caso sejam encontradas lesões suspeitas é feita a biópsia da área para obter um diagnóstico preciso da patologia.

Segundo o médico da MultiGastro, Josué Santos, mesmo não tendo cura, as doenças podem ser controladas através de medicamentos, o que reduz a incidência de complicações e proporciona uma melhor qualidade de vida para essas pessoas. “Atualmente, os pacientes contam com procedimentos avançados, como a colonoscopia, que permitem o diagnóstico e a indicação do tratamento correto para essas doenças. O importante é não adiar a realização do acompanhamento de rotina ou desprezar os primeiros sintomas, pois quanto mais rápido iniciar a terapêutica mais qualidade de vida o paciente terá”, explicou.

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